Projeto de redação: texto 1

Posted on 04/03/2010

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Bom, eu já postei aqui sobre como eu fiquei irritada com a minha professora por ter que criar um personagem chatinho.

Então eu resolvi tornar a vida dela um inferno e testar a tolerância dela para com os meus textos. Estou seguindo uma lista mental: Criticas à escola, drogas, drogas, ateísmo, e por aí vai.

Aqui está a “autobiografia do meu personagem”, versão extendida, porque o número de linha tinha acabado e eu estava empolgada.

Lembrando que a cada parágrafo tem um risco com caneta vermelha e está escrito “dois dedos de paragrafo” pela página inteira.

(É um diário, não precisa de titulo)

Meu nome é insoletráel no alfabeto latino e moro numa floresta num local secreto. Mas todos me chamam de Wally Bourgas, o filho esquisito dos médicos ricos da região, que mora em Mill’s Street e tem tudo o que quer.

O que é um grande equívoco. Cresci com uma educação muito liberal, pois morava no campo e tinha um preceptor digno de ser catedrático em Oxford.

Estudei literatura, física, química, xadrez, filosofia, pintura, alemão, francês e astronomia, entre outras coisas. Eram dias felizes, em que não havia rotina nem aborrecidas aulas só sobre gramática e matemática. O conhecimento vinha de forma natural, e era divertido e estimulante.

Quando fiz quatorze anos tive que voltar para a cidade, para a sociedade, enfim, para a escola regular. Não tinha amigos da minha idade quando cheguei, e continuo não tendo. Sou um solitário por natureza, mas continuo em contato com o meu perceptor. Ele é um homem bom.

Passo minhas noites escrevendo baladas arturianas. Quando crescer quero ser um bardo, e contarei muitos épicos a respeito de grandes batalhas. Também faço algumas experiências químicas criadas pelos grandes mestres alquimistas. Mas tudo depende da minha inspiração. Tenho vários interesses e posso me dedicar a eles.

No mais, prefiro a fantasia e a ficção à vida real. Esse sou eu, o garoto élfico perdido no mundo normal.

Algumas coisas:

Eu ía postar o bônus, mas é grande. Farei isso mais tarde.

É uma autobiografia de um personagem. Não dá pra ficar muito melhor que isso caso você não seja um deus da literatura. Machado de Assis consegue, eu ainda não consigo. Posso afirmar que é bem melhor que uns 25 textos entre os 30 da minha classe.

Comentário da minha professora no fim do texto:

Ai… esses parágrafos COM MENOS DE DOIS DEDOS… A sua sorte reside no fato de o seu texto ser interessante!!

Juro que ela escreveu isso, cara. Eu me inspirei pra caramba no C S Lewis na parte do preceptor, achei que ela ía reclamar, mas a mulher caprichou no português pra falar com a minha pessoa. E eu parágrafos de 1cm mais bonitos.

Mas sei lá, é isso. Achei o segundo texto pior que esse, mas o terceiro ficou legal.

Depois eu posto tudo.

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Posted in: Quinta-feira